Lázaro Barbosa de Sousa, 32 anos, foi morto pela polícia na manhã de segunda-feira (28). A ação da polícia, que aconteceu na cidade Águas Lindas, em Goiás, trouxe maior sensação de segurança às vítimas e às famílias das mesmas acometidas pelo criminoso.


As informações coletadas pelo portal Metrópoles trouxeram uma relação das vítimas do assassino e a lista de crimes infringidos por Lázaro.


Abusada sexualmente por ele em 2009, uma moradora de Ceilândia, de 31 anos, disse em entrevista que o dano cometido pelo assassino não foi reparado, mas é como se tirasse um peso das costas dela.


Aos 19 anos, a vendedora que não quis ser identificada foi violentada por Lázaro e pelo irmão dele, Deusdete, morto há cinco anos. Na época, a dupla agiu de forma semelhante ao atual modus operandi do maníaco.


Os irmãos invadiram uma casa no Sol Nascente e fizeram a família refém. A mulher visitava primos e tios. Todos foram despidos e trancados no banheiro. Os dois criminosos estavam com espingarda e facas.


Depois de passarem cerca de uma hora procurando algo de valor na casa, eles decidiram levar a vítima para fora da residência, até a beira de um córrego, onde a estupraram.


Hoje, ela acredita que Lázaro pode ter cometido crimes a mando de alguém. “Quando ele invadiu a casa do meu tio, bateu muito nele, cortou a minha tia com um facão e trancou todo mundo pelado no banheiro. Levou dinheiro e celulares. Ele falou para mim, no mato, que um policial tinha encomendado a morte do meu tio (que não chegou a ser morto). Mas nunca soubemos de investigações sobre isso, foi algo que não deu em nada”, lamentou.


Lázaro é suspeito de matar Cláudio Vidal de Oliveira, 48 anos, Gustavo Marques Vidal, 21, e Carlos Eduardo Marques Vidal, 15. Ele ainda sequestrou Cleonice Marques de Andrade, 43 anos, esposa de Cláudio e mãe das outras vítimas. O crime ocorreu na madrugada de 9 de junho, no Incra 9, em Ceilândia.


No dia 9 de junho, Lázaro teria usado uma arma e uma faca para matar Cláudio, Gustavo e Carlos. O assassino ainda é culpado de estuprar Cleonice, segundo o delegado-chefe da 24ª Delegacia de Polícia (Setor O/Ceilândia), Raphael Seixas. O corpo dela foi achado no dia 12 de junho na região do Incra 9.


A matriarca da família Vidal levou um tiro na cabeça e teve a orelha cortada, ainda viva, segundo laudo da Polícia Civil do DF (PCDF). A bala e a orelha não foram encontradas.


O laudo indica que Cleonice pode ter sido morta entre os dias 9 e 11 de junho. O cadáver estava sem roupa e com um corte nas nádegas, em uma zona de mata perto da BR-070.


De acordo com ele, a autoria da chacina da família Vidal atribuída a Lázaro Barbosa de Sousa, 32 anos, foi determinada pelas digitais do criminoso encontradas na face interna de uma porta de vidro na chácara do Incra 9, em Ceilândia. Não há vestígios de outras pessoas.


Segundo Seixas, a chacina da família Vidal é um “crime de difícil elucidação”, uma vez que as pessoas envolvidas morreram, não há testemunhas nem imagens de câmeras de segurança. “Há detalhes que só ele (Lázaro) ou ela (Cleonice) poderiam esclarecer. A morte do Lázaro realmente prejudica a investigação”, disse. Ainda não há conclusão sobre a motivação do crime contra a família Vidal.


Após assassinar a família Vidal, Lázaro circulou por propriedades da região, fazendo novas vítimas. Ainda no Incra 9, em Ceilândia, ele invadiu outros dois locais, e baleou quatro pessoas, inclusive um policial. Em Goiás, ele se escondeu na região entre Girassol, Edilândia e Cocalzinho, Entorno do DF.


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